segunda-feira, 8 de junho de 2009

Índio e concepções étnicas.

Quando falamos de índios no Brasil, precisamos lembrar que estamos falando dos povos que já habitavam o Brasil bem antes dos europeus chegarem.
Segundo uma definição técnica das Nações Unidas, de 1986, as comunidades, os povos e as nações indígenas são aqueles que, consideram a si
Mesmos distintos de outros povos da sociedade, e estão decididos a conservar, a desenvolver e a transmitir às futuras gerações, a sua identidade étnica como base de existência.
Existem critérios que definem os povos indígenas:
*Continuidade histórica com sociedades pré-coloniais.
*Estreita vinculação com o território.
*Sistemas sociais, econômicos e políticos bem definidos.
*Língua, cultura e crenças definidas.
*Identificar-se como diferente da sociedade nacional.
*Vinculação ou articulação com a rede global dos povos indígenas.
Esses povos são identificados de formas diferentes.
*Indígenas
*Índios
Os indígenas, são reconhecidos e registrados pela FUNAI e pela FUNASA; e geralmente são as populações que habitam as aldeias localizadas em terras
Reconhecidas oficialmente.
Os índios são, atualmente, os povos que residem nas cidades ou em terras indígenas ainda não demarcadas ou reconhecidas.
O termo índio ou indígena, segundo os dicionários, significa nativo, natural de um lugar.
Também atribuímos esse nome aos primeiros habitantes do continente Americano.
Também podemos dizer que “índio” é quem pertence a uma etnia identificada por uma denominação própria, como o Guarani, o Yanomami, etc.
Quando surgiu o movimento indígena, os povos indígenas do Brasil chegaram à conclusão de que era importante aceitar e promover a denominação genérica de índio ou indígena, como uma identidade que une povos.
A partir disso, a palavra índio foi tendo seu sentido mudado para identidade multiétnica de povos de um continente. De pejorativo passou a uma marca identitária, capaz de unir povos historicamente distintos e rivais, que lutam por interesses comuns.
É neste sentido que hoje todos os índios se consideram “parentes”.
O processo de reafirmação das identidades étnicas, articulado no pan-indígena, resultou na recuperação da auto-estima dos povos indígenas.
O índio de hoje é um índio que se orgulha de ser nativo.
Os povos indígenas, que por força de séculos de repressão colonial negavam suas identidades étnicas, atualmente reconhecem essa etnicidade e a usa para reivindicar seus direitos.
O reconhecimento da cidadania indígena brasileira e, conseqüentemente,
a valorização das culturas indígenas possibilitaram uma nova consciência étnica dos povos indígenas do Brasil. Ser índio transformou-se em fato de orgulho identitário.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Violência!

Vivemos numa sociedade cada vez mais violenta. Onde as crianças vivem diariamente com a violência dos adultos e aprendem a ser tão violentos quanto. Levar desaforo para casa passou a ser feio, coisa de "maneca". Pequenos conflitos servem para mostrar quem é mais valente, como que ser valente é bater em todos. Também pudera, a mídia apresenta programas em que o mocinho bate em todos e é admirado por todo mundo. As pessoas não percebem que esse brilho de fama na verdade tira muito do brilho da nossa sociedade. Em geral os meninos precisam de uma auto-afirmação, e muitas vezes essa afirmação vem por meio da valorização e sensação de poder. Poder que é ganho através de agressões, violência e o pior de tudo: armas. As pessoas estão se matando por motivos fúteis. As nossas escolas já estão trazendo o reflexo dessa sociedade violenta. Até quando viveremos aterrorizados? Como nosso aluno nos tratará amanhã na rua?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Valores através do filme:O clube do Imperador.

O encontro de dois valores morais tão diferentes faz com que no decorrer dessa história, o professor, numa tentativa de recuperar Bell, se desvie de sua ética e retidão de conduta, deixando-o diante um grande conflito moral. Pois, para o professor, a vida de um cidadão deveria ser regida por princípios de integridade.
Com certeza não foi uma decisão correta, pois ao ser movido pela emoção, o professor se desviou de todos os princípios que acreditava e pregava, gerando um conflito interno que lhe trouxe dúvidas sobre tudo que ele acreditava, sem falar no prejuízo causado ao aluno que foi retirado do concurso.
Desacreditado na capacidade de a escola mudar o caráter do ser humano, Hundert ainda percebe que os valores que ele pregava não eram comungados pelo diretor da escola, que pede a Hundert que faça de conta que não reparou que Bell colava, pois se tratar do filho de um senador; o que evidencia a impunidade em relação ao poder.
O conflito desse professor só termina, quando ele consegue pedir desculpas ao aluno que prejudicou no passado, e esse o desculpas e ainda fala que se sentiu valorizado pelo professor. Mostrando ao professor que o valor da vida não pode ser avaliado por um único fracasso.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Clube do Imperador.

Sábias palavras ouvi do professor do filme;A juventude envelhece.A maturidade é superada.A ignorância pode ser educada.A embriagues passa.Porém,a estupidez,essa é eterna.Assim como essas frases,todo o filme é de uma reflexão magnífica.Resgatando a idéia de que vale a pena ser professora,mesmo que no decorrer de nossa carreira,encontremos obstáculos e dificuldades em atingir nosso objetivo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Dia do Índio.

Ao ler o material sobre questões étnicas raciais,me senti bem familiarizada,pois no ano passado fui num encontro onde estava um grupo dessa aldeia de Viamão.Eles falaram sobre a educação das crianças indígenas,o início e término do ano letivo da escola indígena.Foi de uma riqueza de conhecimentos!Agora lendo,consegui reforçar o que já conhecia.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Respeito às diferenças!

Estou tendo acesso a muitos materiais sobre questões étnicos raciais,mas quando temos que por na prática esse assunto,ainda nos deparamos com o preconceito.Faço essa colocação porque fiquei surpresa com a reação de alguns pais,quando pedi fotos dos pais,dos avós ou outras pessoas da família para montarmos o mosaico.Simplesmente mandaram a foto e uma "explicação" dizendo que a vó não era negra,apenas tinha a pele bem queimada do sol.Como se fosse errado dizer que era negra.Na entrevista sobre com quem o(a) aluno(a) se parecia mais,em dois casos, foi negado a semelhança ao parentesco.Logo lembrei do primeiro texto que li,que falava da dificuldade que os professores enfrentam por causa da ausência da família na escola.Mas pelo que percebo,a família em determinados casos,são afastadas até na sociedade.

sábado, 4 de abril de 2009

Inclusão!

Sabemos que a inclusão está sendo consolidada em nossa sociedade,mas acompanhando o fórum de debates da disciplina de inclusão,percebo o quanto essa realidade aterroriza os professores, não tanto pela inclusão,mas sim pelo despreparo que nós temos para trabalhar e atender a uma criança com necessidades especiais.Uma vez que não basta ter respeito e carinho por uma criança com necessidades especiais,é preciso ter condições de atender com dignidade e qualidade esse ser humano.Se parar para pensar,grosseiramente falando,é exigir que um açougueiro saiba executar o trabalho de um padeiro.Se os professores das escolas especiais foram preparados para atender essas crianças,como cobrar que nós, sem nenhum preparo possamos ajudar a desenvolver essas necessidades?Se em todos os outros ramos da sociedade existem especialistas capacitados para atuar em uma determinada área,como a escola,em sua grande maioria, da rede pública, tem que atender a todas as diferenças?