Todas as interações e discuções que realizamos sobre leituras feitas, nos levam"aprender com os outros". Pois,quando Rickes (2002, p. 78) chama a atenção de que a constituição de uma alteridade ocorre no momento em que o sujeito pode minimamente reconstruir tal alteridade internamente. “Ou seja, para que algo seja percebido como habitando o fora deve ter antes deixado algumas pegadas dentro”.
Nós fazemos exatamente isso. Nos apropriamos das leituras, depois nos inteiramos da fala de nossos colegas para então deixarmos nossas marcas nesses espaços.Continuando a idéia de Rickes ( 2002, p.87) é preciso, para que tais pegadas se façam marcar, que algo desse fora tenha sido integrado ao sistema... “Daí se infere que o que se encontra no lugar de fora, de objeto, de alteridade, para o sujeito, está lá por que fez certa marca interna para o mesmo. Mesmo o fora aparece como uma construção interna sempre aprimorada, sempre mutante”. Nós deixamos algumas marcas, pegamos outras e em conjunto com o grupo aprendemos.
domingo, 13 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Letrado ou alfabetizado?
Como diz a professora Magda Soares (1998):
"...um adulto pode ser analfabeto, porque marginalizado social e economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura e a escrita têm presença forte, se se interessa em ouvir a leitura de jornais feita por um alfabetizado, se recebe cartas que outros lêem para ele, se dita cartas para
que um alfabetizado as escreva, ..., se pede a alguém que lhe leia avisos ou indicações afixados em algum lugar, esse analfabeto é, de certa forma,letrado, porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas sociais de leitura e de escrita. (p. 24) "
"...um adulto pode ser analfabeto, porque marginalizado social e economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura e a escrita têm presença forte, se se interessa em ouvir a leitura de jornais feita por um alfabetizado, se recebe cartas que outros lêem para ele, se dita cartas para
que um alfabetizado as escreva, ..., se pede a alguém que lhe leia avisos ou indicações afixados em algum lugar, esse analfabeto é, de certa forma,letrado, porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas sociais de leitura e de escrita. (p. 24) "
Sendo assim, só o letrado sabe apropriar-se da leitura e da escrita e faz uso ela.Mas continuamos nos preocupando em alfabetizar!
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Educação de Jovens e Adultos.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Aprender com os outros.
Para Piaget, a autonomia é um processo de longa construção, e tem como princípio a anomia, ou ausência de regras.Sendo assim,a criança se confronta quando percebe a autoridade de um adulto que lhe impõe regras. A inclusão do outro e as regras vão desenvolver na criança uma aprendizagem que vem de fora, diferente daquela que se construiu por meio da relação da criança com seu meio.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Pedagogia de Kaint.
Kaint coloca que: "Não se deve educar as crianças segundo o presente estado da espécie humana, mas segundo um estado melhor, possivel no futuro, isto é, segundo a idéia de humanidade e da sua inteira destinação". Muitas vezes pensamos nisso, pois a atual sociedade parece incentivar as pessoas para uma violência cada vez mais perigosa.
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Filosifia da Educação.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Índio e concepções étnicas.
Quando falamos de índios no Brasil, precisamos lembrar que estamos falando dos povos que já habitavam o Brasil bem antes dos europeus chegarem.
Segundo uma definição técnica das Nações Unidas, de 1986, as comunidades, os povos e as nações indígenas são aqueles que, consideram a si
Mesmos distintos de outros povos da sociedade, e estão decididos a conservar, a desenvolver e a transmitir às futuras gerações, a sua identidade étnica como base de existência.
Existem critérios que definem os povos indígenas:
*Continuidade histórica com sociedades pré-coloniais.
*Estreita vinculação com o território.
*Sistemas sociais, econômicos e políticos bem definidos.
*Língua, cultura e crenças definidas.
*Identificar-se como diferente da sociedade nacional.
*Vinculação ou articulação com a rede global dos povos indígenas.
Esses povos são identificados de formas diferentes.
*Indígenas
*Índios
Os indígenas, são reconhecidos e registrados pela FUNAI e pela FUNASA; e geralmente são as populações que habitam as aldeias localizadas em terras
Reconhecidas oficialmente.
Os índios são, atualmente, os povos que residem nas cidades ou em terras indígenas ainda não demarcadas ou reconhecidas.
O termo índio ou indígena, segundo os dicionários, significa nativo, natural de um lugar.
Também atribuímos esse nome aos primeiros habitantes do continente Americano.
Também podemos dizer que “índio” é quem pertence a uma etnia identificada por uma denominação própria, como o Guarani, o Yanomami, etc.
Quando surgiu o movimento indígena, os povos indígenas do Brasil chegaram à conclusão de que era importante aceitar e promover a denominação genérica de índio ou indígena, como uma identidade que une povos.
A partir disso, a palavra índio foi tendo seu sentido mudado para identidade multiétnica de povos de um continente. De pejorativo passou a uma marca identitária, capaz de unir povos historicamente distintos e rivais, que lutam por interesses comuns.
É neste sentido que hoje todos os índios se consideram “parentes”.
O processo de reafirmação das identidades étnicas, articulado no pan-indígena, resultou na recuperação da auto-estima dos povos indígenas.
O índio de hoje é um índio que se orgulha de ser nativo.
Os povos indígenas, que por força de séculos de repressão colonial negavam suas identidades étnicas, atualmente reconhecem essa etnicidade e a usa para reivindicar seus direitos.
O reconhecimento da cidadania indígena brasileira e, conseqüentemente,
a valorização das culturas indígenas possibilitaram uma nova consciência étnica dos povos indígenas do Brasil. Ser índio transformou-se em fato de orgulho identitário.
Segundo uma definição técnica das Nações Unidas, de 1986, as comunidades, os povos e as nações indígenas são aqueles que, consideram a si
Mesmos distintos de outros povos da sociedade, e estão decididos a conservar, a desenvolver e a transmitir às futuras gerações, a sua identidade étnica como base de existência.
Existem critérios que definem os povos indígenas:
*Continuidade histórica com sociedades pré-coloniais.
*Estreita vinculação com o território.
*Sistemas sociais, econômicos e políticos bem definidos.
*Língua, cultura e crenças definidas.
*Identificar-se como diferente da sociedade nacional.
*Vinculação ou articulação com a rede global dos povos indígenas.
Esses povos são identificados de formas diferentes.
*Indígenas
*Índios
Os indígenas, são reconhecidos e registrados pela FUNAI e pela FUNASA; e geralmente são as populações que habitam as aldeias localizadas em terras
Reconhecidas oficialmente.
Os índios são, atualmente, os povos que residem nas cidades ou em terras indígenas ainda não demarcadas ou reconhecidas.
O termo índio ou indígena, segundo os dicionários, significa nativo, natural de um lugar.
Também atribuímos esse nome aos primeiros habitantes do continente Americano.
Também podemos dizer que “índio” é quem pertence a uma etnia identificada por uma denominação própria, como o Guarani, o Yanomami, etc.
Quando surgiu o movimento indígena, os povos indígenas do Brasil chegaram à conclusão de que era importante aceitar e promover a denominação genérica de índio ou indígena, como uma identidade que une povos.
A partir disso, a palavra índio foi tendo seu sentido mudado para identidade multiétnica de povos de um continente. De pejorativo passou a uma marca identitária, capaz de unir povos historicamente distintos e rivais, que lutam por interesses comuns.
É neste sentido que hoje todos os índios se consideram “parentes”.
O processo de reafirmação das identidades étnicas, articulado no pan-indígena, resultou na recuperação da auto-estima dos povos indígenas.
O índio de hoje é um índio que se orgulha de ser nativo.
Os povos indígenas, que por força de séculos de repressão colonial negavam suas identidades étnicas, atualmente reconhecem essa etnicidade e a usa para reivindicar seus direitos.
O reconhecimento da cidadania indígena brasileira e, conseqüentemente,
a valorização das culturas indígenas possibilitaram uma nova consciência étnica dos povos indígenas do Brasil. Ser índio transformou-se em fato de orgulho identitário.
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Questões Étnicos- Raciais na educação.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Violência!
Vivemos numa sociedade cada vez mais violenta. Onde as crianças vivem diariamente com a violência dos adultos e aprendem a ser tão violentos quanto. Levar desaforo para casa passou a ser feio, coisa de "maneca". Pequenos conflitos servem para mostrar quem é mais valente, como que ser valente é bater em todos. Também pudera, a mídia apresenta programas em que o mocinho bate em todos e é admirado por todo mundo. As pessoas não percebem que esse brilho de fama na verdade tira muito do brilho da nossa sociedade. Em geral os meninos precisam de uma auto-afirmação, e muitas vezes essa afirmação vem por meio da valorização e sensação de poder. Poder que é ganho através de agressões, violência e o pior de tudo: armas. As pessoas estão se matando por motivos fúteis. As nossas escolas já estão trazendo o reflexo dessa sociedade violenta. Até quando viveremos aterrorizados? Como nosso aluno nos tratará amanhã na rua?
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Seminário Integrador VI
terça-feira, 5 de maio de 2009
Valores através do filme:O clube do Imperador.
O encontro de dois valores morais tão diferentes faz com que no decorrer dessa história, o professor, numa tentativa de recuperar Bell, se desvie de sua ética e retidão de conduta, deixando-o diante um grande conflito moral. Pois, para o professor, a vida de um cidadão deveria ser regida por princípios de integridade.
Com certeza não foi uma decisão correta, pois ao ser movido pela emoção, o professor se desviou de todos os princípios que acreditava e pregava, gerando um conflito interno que lhe trouxe dúvidas sobre tudo que ele acreditava, sem falar no prejuízo causado ao aluno que foi retirado do concurso.
Desacreditado na capacidade de a escola mudar o caráter do ser humano, Hundert ainda percebe que os valores que ele pregava não eram comungados pelo diretor da escola, que pede a Hundert que faça de conta que não reparou que Bell colava, pois se tratar do filho de um senador; o que evidencia a impunidade em relação ao poder.
O conflito desse professor só termina, quando ele consegue pedir desculpas ao aluno que prejudicou no passado, e esse o desculpas e ainda fala que se sentiu valorizado pelo professor. Mostrando ao professor que o valor da vida não pode ser avaliado por um único fracasso.
Com certeza não foi uma decisão correta, pois ao ser movido pela emoção, o professor se desviou de todos os princípios que acreditava e pregava, gerando um conflito interno que lhe trouxe dúvidas sobre tudo que ele acreditava, sem falar no prejuízo causado ao aluno que foi retirado do concurso.
Desacreditado na capacidade de a escola mudar o caráter do ser humano, Hundert ainda percebe que os valores que ele pregava não eram comungados pelo diretor da escola, que pede a Hundert que faça de conta que não reparou que Bell colava, pois se tratar do filho de um senador; o que evidencia a impunidade em relação ao poder.
O conflito desse professor só termina, quando ele consegue pedir desculpas ao aluno que prejudicou no passado, e esse o desculpas e ainda fala que se sentiu valorizado pelo professor. Mostrando ao professor que o valor da vida não pode ser avaliado por um único fracasso.
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