Por meio de várias leituras, como: “Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem”, de Marta Kohl de Oliveira, fomos remetidos a observar o quanto os jovens e adultos se esforçam para estarem em uma “sala de aula”, a qual na maioria das escolas não está preparada para recebê-lo. Esse público do EJA trás marcas da exclusão no passado quando por algum motivo, não puderam freqüentar a escola regular, e sente a exclusão do presente. Tanto a escola como o educador, não se encontra adequadamente preparada para receber esse aluno, ambos necessitam ter uma visão mais clara a cerca do perfil do aluno de EJA; considerando os aspectos homogêneos e/ou heterogêneos, a condição cultural e a faixa etária do aluno. Para então desenvolver práticas pedagógicas que sejam atrativas e motivadoras.
Como Freire assegura, é necessário que o professor conheça e participe do mundo do seu aluno. Pois esses alunos não se sentirão motivados, após um dia de trabalho, com temas que não tem importância na vida deles.
“Na verdade, somente com muita paciência é possível tolerar, após as durezas de um dia de trabalho ou de um dia sem ‘trabalho’, lições que falam de ASA – ‘Pedro viu a asa’ – ‘A asa é da Ave’. Lições que falam de Evas e de uvas a homens que conhecem poucas Evas e nunca comeram uvas. ‘Eva viu a uva’. Pensávamos numa alfabetização que fosse em si um ato de criação, capaz de desencadear outros atos criadores”. (Paulo Freire, Educação como prática da liberdade, 1971).
Essas práticas pedagógicas precisam ser bem elaboradas e elencadas, para que o aluno sinta a real importância do aprender. No texto “Planejamento: em busca de caminhos”, de Rodrigues, ela nos leva a compreender que toda ação pedagógica deve estar sustentada por pressupostos teóricos, uma vez que, são esses pressupostos que irão estabelecer as diretrizes do trabalho, definindo procedimentos e estratégias metodológicas. Eles expressam a fundamentação teórica. São as referências para a prática, que nos levarão a decidir que tipo de sociedade e de homem se quer formar, e que tipo de ação educacional será necessário.
A escola é uma importante agência de letramento, quando preocupada em formar cidadãos críticos e participativos, no entanto não são todas as organizações escolares que desenvolvem esse currículo, há um número bastante elevado de ambientes que prioriza apenas a alfabetização, que nada mais é do que uma competência individual necessária para a promoção escolar.
Essa competência individual pode ser alcançada também por alunos surdos, através de instituições específicas para surdos, que trabalham com a língua de sinais como um veículo de ensino-aprendizagem. A Libras é a língua da comunidade surda brasileira. Ela tem suas regras gramaticais próprias, possibilitando assim, o desenvolvimento linguístico da pessoa surda, favorecendo o seu acesso aos conhecimentos existentes na sociedade. Os sinais são formados a partir de parâmetros, como a combinação do movimento das mãos com um determinado formato num determinado lugar, podendo este lugar, ser uma parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo.
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domingo, 29 de novembro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Pensando no PA
Para para pensar no nosso PA foi para mim, parar no meio do caminho e observar o percurso que já fiz e mudando a direção do olhar,ver o que ainda falta ser percorrido. Pois quando iniciamos com esse trabalho eu imaginava que haveria uma data para darmos ele por encerrado.Hoje, no entanto, percebo que, a grande aprendizagem fica com agente.Aprendi que não há uma receita pronta para lidar com a violência, que ela tem causas e consequências. Descobri que quando iniciamos um projeto de aprendizagem, nunca prevemos aonde ele nos levará e qual será a aprendizagem que teremos.
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domingo, 11 de outubro de 2009
Trabalhando com Projetos.
Foi bom ler sobre o trabalho de projetos, suas proposta e como desenvolver um projeto de acordo com o nível de alunos que trabalhamos. Em minha escola, sempre se tenta trabalhar projetos, mas eles acabam abandonados, pois querem desenvolver o mesmo tipo de projeto de 1ª a 8ª série. Acontece que não conseguem fazer com que haja uma interdisciplinalidade nas turmas de áreas.Parece que os professores trabalham em ilhas isoladas.Resumindo não há coerência nem unanimidade no grupo. Tomei a liberdade de falar com a supervisora e repassei para ela o texto que li e mais alguns artigos que busquei na internet, pois percebo que um projeto bem elaborado e trabalhado é umas das melhores formas de trabalhar. Com projetos, certamente se irá parar de "colocar os conteúdos numa flecha e atirar sem saber quem írá acetar." É assim que as coisa me parecem muitas vezes!
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sábado, 26 de setembro de 2009
Freire e alfabetização emancipadora.
Historicamente, Paulo Freire proporcionou um dos poucos modelos práticos e emancipadores sobre o qual se pode desenvolver uma filosofia radical da alfabetização e da pedagogia, não apenas no Brasil.
Freire trata a alfabetização como projeto político emancipador, no qual desenvolve a idéia de uma pedagogia concreta e prática; relacionando de forma dialética o ser humano com o mundo.
Nessa perspectiva, a alfabetização não é tratada meramente como uma habilidade técnica a ser adquirida, mas como fundamento necessário à ação cultural para a liberdade, aspecto essencial daquilo que significa ser um agente individual e socialmente constituído; podendo não apenas ler, mas compreender e transformar suas experiências e sua realidade. Colocando cada ser como parte ativa da sociedade.
Freire defende que a alfabetização é parte do processo pelo qual alguém se torna autocrítico e ao mesmo tempo participativo das decisões que de uma forma ou outra dizem respeito a sua existência.
Aproveitando uma das minhas leituras da semana, e fazendo uma gancho com o tema postado anteriormente, percebo que realmente não estamos conseguindo alfabetizar nossos jovens!Cito o caso do garoto que pichou as paredes recém pintadas de uma escola, causando uma polêmica bem comentada pelos meios de comunicação.Parece óbivio que esse menino não se sente integrado a comunidade,pois do contrário não faria o que fez.
Muitos casos de violência é justamente por que falta desenvolver o pensamento de que o ser é um agente individual,mas socialmente constituído,devendo saber viver em sociedade;lendo e compreendendo as regras e leis.
Freire trata a alfabetização como projeto político emancipador, no qual desenvolve a idéia de uma pedagogia concreta e prática; relacionando de forma dialética o ser humano com o mundo.
Nessa perspectiva, a alfabetização não é tratada meramente como uma habilidade técnica a ser adquirida, mas como fundamento necessário à ação cultural para a liberdade, aspecto essencial daquilo que significa ser um agente individual e socialmente constituído; podendo não apenas ler, mas compreender e transformar suas experiências e sua realidade. Colocando cada ser como parte ativa da sociedade.
Freire defende que a alfabetização é parte do processo pelo qual alguém se torna autocrítico e ao mesmo tempo participativo das decisões que de uma forma ou outra dizem respeito a sua existência.
Aproveitando uma das minhas leituras da semana, e fazendo uma gancho com o tema postado anteriormente, percebo que realmente não estamos conseguindo alfabetizar nossos jovens!Cito o caso do garoto que pichou as paredes recém pintadas de uma escola, causando uma polêmica bem comentada pelos meios de comunicação.Parece óbivio que esse menino não se sente integrado a comunidade,pois do contrário não faria o que fez.
Muitos casos de violência é justamente por que falta desenvolver o pensamento de que o ser é um agente individual,mas socialmente constituído,devendo saber viver em sociedade;lendo e compreendendo as regras e leis.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Violência Escolar.
Ao buscar mais informações a respeito desse assunto tão atual e preocupante, encontrei esse site que atenua um pouco a carga de responsabilidade que a sociedade tenta impor à escola,quando falamos em violência.Por isso resolvi compartilhar com todos que venham acessar meu blog.
"A sociedade tem vindo a sofrer significativas transformações. A família, núcleo primordial de educação tem vindo dissimuladamente a delegar esse papel para a escola, dado que é no contexto educativo que as crianças passam a maior parte do dia. Todavia, nenhuma outra instituição poderá jamais substituir as condições educativas da família, nem parece ser razoável que seja unicamente a escola a ensinar valores tão necessários para o normal desenvolvimento da criança tais como: a democracia, as regras para a sã convivência, o respeito pelo outro, a solidariedade, a tolerância, o esforço pessoal, etc.
À escola não se pode pedir que além de ensinar os conteúdos programáticos exigidos pelo Ministério da Educação, tenha também que ter a função educativa que compete aos pais. Terá que haver um esforço financeiro governamental, não só econômico, mas também em nível de recursos humanos para que programas de combate à violência e exclusão social sejam realmente concretizados e obtenham bons resultados."
Bibliografia
ALÃO, Ana Paula (1990). As mudanças na condição feminina e na família. In REIS, António. (Dir.) Portugal contemporâneo. Lisboa: Pub. Alfa. Vol. 6.
ARIÈS, Philippe (1988). A criança e a vida familiar no Antigo Regime. Lisboa: Relógio D’Água Editores.
"A sociedade tem vindo a sofrer significativas transformações. A família, núcleo primordial de educação tem vindo dissimuladamente a delegar esse papel para a escola, dado que é no contexto educativo que as crianças passam a maior parte do dia. Todavia, nenhuma outra instituição poderá jamais substituir as condições educativas da família, nem parece ser razoável que seja unicamente a escola a ensinar valores tão necessários para o normal desenvolvimento da criança tais como: a democracia, as regras para a sã convivência, o respeito pelo outro, a solidariedade, a tolerância, o esforço pessoal, etc.
À escola não se pode pedir que além de ensinar os conteúdos programáticos exigidos pelo Ministério da Educação, tenha também que ter a função educativa que compete aos pais. Terá que haver um esforço financeiro governamental, não só econômico, mas também em nível de recursos humanos para que programas de combate à violência e exclusão social sejam realmente concretizados e obtenham bons resultados."
Bibliografia
ALÃO, Ana Paula (1990). As mudanças na condição feminina e na família. In REIS, António. (Dir.) Portugal contemporâneo. Lisboa: Pub. Alfa. Vol. 6.
ARIÈS, Philippe (1988). A criança e a vida familiar no Antigo Regime. Lisboa: Relógio D’Água Editores.
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domingo, 13 de setembro de 2009
Aprender com os outros.
Todas as interações e discuções que realizamos sobre leituras feitas, nos levam"aprender com os outros". Pois,quando Rickes (2002, p. 78) chama a atenção de que a constituição de uma alteridade ocorre no momento em que o sujeito pode minimamente reconstruir tal alteridade internamente. “Ou seja, para que algo seja percebido como habitando o fora deve ter antes deixado algumas pegadas dentro”.
Nós fazemos exatamente isso. Nos apropriamos das leituras, depois nos inteiramos da fala de nossos colegas para então deixarmos nossas marcas nesses espaços.Continuando a idéia de Rickes ( 2002, p.87) é preciso, para que tais pegadas se façam marcar, que algo desse fora tenha sido integrado ao sistema... “Daí se infere que o que se encontra no lugar de fora, de objeto, de alteridade, para o sujeito, está lá por que fez certa marca interna para o mesmo. Mesmo o fora aparece como uma construção interna sempre aprimorada, sempre mutante”. Nós deixamos algumas marcas, pegamos outras e em conjunto com o grupo aprendemos.
Nós fazemos exatamente isso. Nos apropriamos das leituras, depois nos inteiramos da fala de nossos colegas para então deixarmos nossas marcas nesses espaços.Continuando a idéia de Rickes ( 2002, p.87) é preciso, para que tais pegadas se façam marcar, que algo desse fora tenha sido integrado ao sistema... “Daí se infere que o que se encontra no lugar de fora, de objeto, de alteridade, para o sujeito, está lá por que fez certa marca interna para o mesmo. Mesmo o fora aparece como uma construção interna sempre aprimorada, sempre mutante”. Nós deixamos algumas marcas, pegamos outras e em conjunto com o grupo aprendemos.
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